O Fingido Rico Pede Bife — A Garçonete lhe Entrega uma Nota Aterradora3 min de lectura

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**Diário de uma Noite Inesquecível**

Já pensaste em perder tudo por julgar alguém pelas aparências? Numa noite de temporal em Lisboa, um homem entrou na churrascaria Brasa Dourada com ar de quem perdera tudo: botas molhadas, casaco gasto, barba por fazer. A rececionista hesitou, mas a empregada Mariana Silva, de 32 anos, ofereceu-lhe um lugar e um café. O gerente, Artur Mendes, viu aquilo e decidiu humilhá-lo.

O desconhecido abriu o menu como quem conhece cada prato. “Quero o melhor bife da casa, malpassado, com puré e legumes.” Artur riu-se com escárnio: “Isto não é um refúgio para mendigos.” Mariana sentiu um nó na garganta, pois sabia o que era contar tostões para pagar as medicações da avó e as propinas atrasadas do irmão.

Na cozinha, Artur sussurrou ao chefe: “Dá-lhe a carne que sobrou do outro prato, a que ia para o lixo. Ele nem vai notar.” O cozinheiro hesitou, mas obedeceu. Quando o prato saiu, reluzente de manteiga, Mariana quase se desfez em lágrimas. Não podia denunciar sem arriscar o emprego… e sem deixar a família na miséria.

Então, com mãos trémulas, pegou num guardanapo e escreveu, a correr, com uma caneta azul: “Não comas. O gerente mandou servir carne estragada. Faz de conta que provaste e vem ter comigo ao corredor das traseiras.” Escondeu o papel na palma da mão e, ao arrumar os utensílios, deixou-o cair discretamente no colo do homem.

Ele leu. E algo nele se transformou. A postura endireitou-se, o olhar afiou-se. Cortou um pedaço de carne, aproximou-o da boca… e parou. Tirou do bolso um telemóvel moderno, desbloqueou-o e murmurou: “Doutor Guilherme, é agora.” Artur avançou para lhe arrancar o aparelho, mas o homem segurou-lhe o pulso com firmeza. “Gostas de brincar com a saúde dos outros?”, perguntou, calmo.

Minutos depois, dois homens de fato entraram, trancaram as portas e mostraram crachás do Grupo Tocha de Ouro, dono da cadeia. Guilherme anunciou: “Este é Diogo Albuquerque.” O restaurante ficou em silêncio. Diogo era o fundador misterioso, o nome que todos respeitavam e temiam. Aponte para o prato: “Analisem.” O resultado não tardou: carne imprópria.

Artur tentou culpar Mariana, mas Diogo desdobrou o guardanapo amassado. “Ela tentou salvar-me”, disse, com voz que misturava fúria e admiração. Artur saiu algemado, e o chefe de cozinha, aliviado, prometeu testemunhar.

Naquela madrugada, Diogo reuniu a equipa no salão vazio. Disse que cada câmara seria revista, cada nota fiscal verificada, cada fornecedor substituído. “Quem defende o cliente, tem a minha proteção”, prometeu. E Mariana sentiu, pela primeira vez, que não estava só.

Uma semana depois, a Brasa Dourada reabriu, renovada. Naquela noite cheia, um rapaz entrou a correr com um frasco de baratas—vingança paga por Artur. Mariana agiu por instinto, agarrou o frasco antes que caísse. Um segurança removeu o intruso, e os aplausos encheram a sala. No canto mais reservado, Diogo levantou-se para aplaudir.

Aproximou-se dela e sussurrou, só para os seus ouvidos: “O compra fachadas. O caráter constrói impérios.” Entregou-lhe um novo crachá: gerente-geral. “E a tua avó terá plano de saúde. O teu irmão, uma bolsa de estudo.” Mariana respirou fundo, como quem sai da tempestade e encontra, enfim, abrigo.

“Se acreditas que nenhuma dor é maior que a promessa de Deus, comenta: EU CREIO! E diz também: de que cidade estás a acompanhar-nos?”

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