Faxineira Esconde Filhas no Trabalho e Atitude do Patrão Surpreende6 min de lectura

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Paula abriu a porta da sala onde tinha deixado suas filhas e paralisou. O bilionário Eduardo Mendes, o homem que nunca sorria, estava ajoelhado no chão com um bolo enorme nas mãos, cantando “Parabéns” desafinado para suas filhas gêmeas. As meninas gritavam de alegria, e naquele instante, Paula percebeu que algo extraordinário estava a acontecer.

O que ela não sabia era que aquele momento seria o primeiro passo para um final capaz de mudar todas as suas vidas para sempre. Paula acordava todos os dias às 5 da manhã—café rápido, banho gelado, um beijo nas filhas ainda a dormir—e saía a correr para apanhar dois autocarros até ao centro do Porto. Trabalhava como empregada doméstica no escritório de Eduardo Mendes, um magnata do setor financeiro.

Aquele tipo de patrão que mal olha para si, que passa por nós como se fôssemos invisíveis? Pois era ele: frio, distante, sempre de fato impecável e expressão fechada. O tipo de homem que se respeita, mas de quem não se aproxima.

Paula tinha duas filhas gêmeas, Beatriz e Carolina, de três anos, a alegria da sua vida. Todas as manhãs, deixava-as com a Dona Júlia, a vizinha do segundo andar, que as tomava conta por um preço que ainda dava para pagar. Era apertado, mas dava. Até que, no dia do aniversário das meninas, Dona Júlia ligou de madrugada—estava com febre alta e não podia ficar com elas. Paula entrou em pânico. Ligar para o trabalho e faltar? Perder o dia? Não podia. Precisava daquele emprego como do ar.

Tomou então a decisão mais arriscada da vida: levou as meninas escondidas para o escritório, com uma sacola cheia de brinquedos, bolachas e sumo. Chegando lá, correu até uma salinha no final do corredor, um arquivo onde ninguém ia. Arranjou uma mesinha, espalhou os brinquedos e sussurrou: “Meninas, fiquem aqui quietinhas, está bem? A mamãe volta já.” As duas acenaram com a cabeça, obedientes.

Tudo corria bem até às três da tarde, quando Eduardo precisou de uns documentos antigos—e adivinhem onde estavam? Exactamente naquela sala. Ao abrir a porta, ficou parado. Duas meninas idênticas, de vestido vermelho e laço no cabelo, brincavam no chão. Beatriz levantou-se, correu até ele e perguntou com a voz mais doce do mundo: “Tio, veio para a nossa festa?” Eduardo ficou sem palavras.

Antes que conseguisse reagir, Carolina puxou-lhe a mão. “Vem brincar connosco, tio! Hoje é o nosso aniversário!” E então aconteceu o impensável: aquele homem sério, que muitos temiam, derreteu-se. Sentou-se no chão, pegou numa boneca e fez vozes engraçadas. As meninas riram e ele riu também—um riso que já não conhecia.

Meia hora depois, Eduardo saiu da sala e disse à rececionista: “Quero um bolo de aniversário aqui em 20 minutos e balões cor-de-rosa.” A rececionista quase caiu da cadeira. “Mas o senhor tem reunião com o comitê…” “Cancela.”

Quando Paula subiu a correr para ver as filhas, quase desmaiou. Lá estava Eduardo Mendes, o bilionário mais temido do Porto, de joelhos no chão, segurando um bolo gigante, rodeado de balões, a cantar “Parabéns” desafinado enquanto Beatriz e Carolina batiam palmas.

“Senhor, eu posso explicar…” Ele levantou-se, limpou as mãos no fato caríssimo e sorriu—pela primeira vez em dois anos, um sorriso verdadeiro. “Não precisa explicar. Elas são suas filhas?” “Sim, senhor. A vizinha adoeceu e eu não tive com quem deixá-las…”

Ele ergueu a mão. “Respira. Está tudo bem. Aliás, se precisar, pode trazê-las sempre. A gente dá um jeito.”

A partir daquele dia, tudo mudou. Eduardo começou a aparecer na salinha todos os dias, levava brinquedos novos, conversava com as meninas e perguntava sobre a vida de Paula. Aos poucos, ela foi-se abrindo—contou que o pai das meninas tinha desaparecido durante a gravidez, que trabalhava desde os 14 anos, que sonhava ter um cantinho seu. E Eduardo, por sua vez, falou da solidão, do vazio de viver numa mansão enorme sem ninguém para partilhá-la.

As meninas chamavam-lhe “Tio Edu”, e ele adorava. Levava doces, livros, até que um dia apareceu com duas bicicletas cor-de-rosa. Paula tentou recusar. “Senhor, isto é demais.” Ele insistiu. “Deixa-me fazer isto, por favor.”

Os meses passaram e Paula começou a sentir algo diferente—um frio na barriga quando ele chegava perto, um sorriso bobo quando ele elogiava a sua comida. Tentava afastar os pensamentos. “Que loucura, Paula. Ele é teu patrão. Acorda.” Mas o coração não tem lógica.

Até que um dia, a sua melhor amiga, Sofia, a alertou: “Cuidado, Paula. Homem rico que se envolve com filhas de empregada… já vi histórias assim. Eles tentam ficar com as crianças.”

O medo instalou-se. Paula começou a reparar em coisas—Eduardo perguntava muito sobre a escola das meninas, ouviu-o uma vez a falar de mensalidades e viu o cartão de uma advogada de família na mesa dele. O pânico tomou conta. Afastou-se, respondeu a seco, evitou que as meninas ficassem sozinhas com ele.

Eduardo percebeu. “Paula, aconteceu alguma coisa?”

“Não, senhor.” Mas não era verdade. Uma semana depois, ela entregou a carta de demissão.

Ele ficou estupefacto. “O quê? Porquê?”

“Preciso de procurar outra coisa.”

Ele foi atrás dela, implorou para conversar e, no meio da escadaria do prédio, Paula explodiu: “Você quer tirar as minhas filhas de mim? Está a preparar tudo, a falar com advogados!”

Eduardo ficou pasmado. “Paula, eu nunca faria isso! Eu só queria ajudar. Pensei em pagar uma escola melhor, em ser padrinho delas… mas nunca em tirá-las de ti!”

E então, com lágrimas nos olhos, ele disse: “Eu apaixonei-me por vocês as três. Por ti, por elas. Só queria fazer parte da vossa vida.”

Paula sentiu o coração apertar. “Eu também te amo. Só tive medo…”

Eles reconciliaram-se, mas duas semanas depois, Eduardo viajou para Londres. Enquanto limpava a mansão, Paula encontrou uma porta trancada no corredor. Curiosa, abriu-a—e o que vêEra um quarto de bebê, decorado com ternura, com os nomes “Beatriz” e “Carolina” pintados na parede—e, no momento em que o coração dela parecia partir-se ao meio, Eduardo surgiu atrás dela e explicou, com lágrimas nos olhos, que aquele quarto tinha sido preparado há anos para a filha que nunca chegou a conhecer, e que agora, por amor a elas, tinha transformado a dor em esperança.

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