Demitida sem Razão, Babá se Despede da Criança… e Escuta uma Confissão que a Comove3 min de lectura

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Quando Ana cruzou o portão de ferro da mansão dos Mendes, com uma mochila às costas e o salário cortado a meio do mês, jurou que não olharia para trás. Mas a voz que ecoou na escadaria fez o mundo parar: “Pai, não! Ela é da família!” E naquele instante, o milionário Rui Mendes percebeu que tinha confiado na pessoa errada.

Ana tinha 24 anos e vinha de uma aldeia nos arredores de Bragança, onde aprendera a trabalhar antes de ter tempo para sonhar. Órfã desde os 17, chegou a Lisboa com empregos passageiros e promessas falhadas. Até encontrar o anúncio: ama, casa incluída, bom ordenado. Na entrevista, Rui mal pestanejou. Olhos cinzentos, fato impecável, e um silêncio que parecia saudade. “A minha filha Joana perdeu a mãe. Preciso de alguém firme e carinhosa.” Ana respondeu sem hesitar: “Trato dela como se fosse minha.”

Joana, de cinco anos, era pequena para tanta dor. No primeiro dia, perguntou baixinho: “Vais embora também?” Ana ajoelhou, apertou-lhe a mão e fez uma promessa simples: “Fico.” E ficou. Filhós aos domingos, histórias com vozes engraçadas, recados no frigorífico para um pai distante: “Tu consegues.” Aos poucos, a casa fria encheu-se de risos. Rui observava à distância, com medo de se deixar levar.

Até a terça-feira em que um descapotável vermelho estacionou à porta. Marta, irmã da falecida mulher, entrou como dona da casa. No escritório, a sua voz cortou o ar: “Esta criada só quer o teu dinheiro. Vi-a a mexer nos teus papéis!” Ana, que apenas deixara o café em cima da mesa, sentiu o chão fugir-lhe. Rui, marcado por perdas antigas, escolheu desconfiar. “Faz as malas. Tens uma hora.”

A despedida foi um suplício. Joana correu, em lágrimas, e agarrou-se ao pescoço de Ana. “Prometeste!” Rui tentou chamá-la, mas ela gritou o que ninguém ali tinha coragem de dizer: “Ela é da família!” Ana atravessou o portão, sem abrigo, até ser acolhida no sofá da sua amiga Sofia.

Naquela noite, Joana recusou-se a jantar. Rui, inquieto, pediu as gravações das câmaras. E viu: Ana entrou, deixou o café, saiu. Depois, Marta revirou os papéis e sorriu. A culpa caiu-lhe em cima como uma pedra. Expulsou Marta, seguiu pistas e, dias depois, encontrou Ana num café da Baixa. “Eu errei. A Joana está perdida. Dá-me uma chance para compensar.” Ana respirou fundo. “Volto por ela. Mas sem humilhações.”

Quando Joana a viu, correu como se o coração tivesse asas. A mansão voltou a respirar. Mas Marta decidiu atacar onde mais doía: inventou denúncias, espalhou mentiras e, num dia de chuva, tentou levar Joana da escola com papéis falsos. O caos começou… e acabou num armazém abandonado, cercado pela polícia. Joana correu para os braços dos dois, a tremer, mas viva.

Com Marta atrás das grades e as mentiras desfeitas, Rui aprendeu a ficar. Ana aprendeu a confiar. E Joana, finalmente, voltou a adormecer com um sorriso.

Semanas depois, Rui trocou reuniões por jantares em família e pediu perdão a Joana, sem orgulho. Ana aceitou um contrato e um lugar à mesa. À janela, três vidas se juntavam: pai, filha e a ama que se tornou lar.

“Se acreditas que nenhuma dor é maior que a promessa de Deus, comenta: EU ACREDITO! E diz também: de que cidade estás a assistir?”

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