O chefe da máfia deu ordem para lançar a rapariga que ousou desafiá-lo numa jaula com cães enraivecidos, para ser despedaçada. Mas o que os animais fizeram deixou toda a gente em choque. 😳😮
O chefão da máfia já tinha reparado na jovem do bairro vizinho, filha de um humilde ferreiro que trabalhava dia e noite na sua oficina, mal conseguindo ganhar para as despesas. Mas a rapariga parecia não pertencer àquele mundo. Confiante, postura ereta, olhar decidido — nunca baixava os olhos perante ninguém, nem mesmo perante aqueles que toda a cidade temia.
A sua beleza era comentada em cada esquina, mas mais ainda falavam do seu carácter. Diziam que nem por todo o dinheiro do mundo se tornaria brinquedo de alguém, especialmente dele.
O chefão começou por agir como de costume. Mandou-lhe presentes caros, joias, tecidos raros, ofereceu-lhe quantias em euros que poderiam mudar a vida da família. O ferreiro mantinha-se calado, e a rapariga devolvia tudo, sem exceção. Não gritava, não fazia cenas, apenas dizia com calma: “Não estou à venda”. Isso irritava-o mais que qualquer insulto.
Então, decidiu quebrá-la de outra forma. Pelo medo.
Numa tarde, os seus homens agarraram a jovem mesmo na rua. Ninguém interveio. As pessoas viraram as costas, fingindo não ver nada. Levaram-na para a periferia da cidade, onde havia um velho canil de betão. Ali eram guardados cães sobre os quais corriam lendas terríveis. Estes animais eram treinados para a agressão. Quase não lhes davam comida, só carne crua, e só conheciam um comando: atacar sem parar.
O chefão estava ali por perto, a observá-la como se tudo já estivesse decidido.
“Ou és minha, ou lanço-te lá para dentro”, disse, num tom frio, acenando na direção do canil.
A rapariga estava pálida, as mãos tremiam-lhe, mas a voz manteve-se firme.
“Prefiro morrer a viver contigo.”
Foi o bastante.
O chefão fez um sinal quase impercetível com a mão, e empurraram-na para dentro. A porta pesada fechou-se atrás dela com um baque surdo.
À sua volta, uma multidão já se juntara. As pessoas vieram como quem vai ao espetáculo. Uns olhavam curiosos, outros horrorizados, mas ninguém se foi embora. Todos esperavam.
Os cães mantiveram-se afastados, a princípio. Três animais enormes avançaram lentamente, com as cabeças baixas. Os corpos tensionados, músculos a contrair-se sob a pele, saliva a escorrer das bocas. A rapariga recuou um passo, mas encostou-se a uma parede fria. Não havia para onde fugir.
Um dos cães rosnou e disparou em frente.
A multidão conteve a respiração. E, no instante seguinte, aconteceu algo que deixou todos aterrorizados. 😳😮
Mas, no último momento, o cão parou. O rosnido transformou-se em algo diferente, incompreensível. Aproximou-se devagar e… baixou a cabeça.
Um segundo cão aproximou-se também, contornou-a, farejou-a e, de repente, pôs-se a ganir baixinho. O terceiro sentou-se, sem a largar o olhar.
A jovem manteve-se imóvel, sem perceber o que se passava. Não gritou, não tentou fugir. As suas mãos baixaram lentamente, e um dos animais tocou-lhe na palma com o focinho, com suavidade.
No canil, fez-se um silêncio estranho.
Passados alguns segundos, os cães já não pareciam animais prestes a despedaçar a sua presa. Rodearam-na, mas não para atacar. Um deitou-se a seus pés, outro colocou-se ao seu lado, como a protegê-la, e o terceiro olhava para a multidão com uma expressão que sugeria que a ameaça estava ali, do outro lado.
As pessoas atrás da vedante começaram a sussurrar. Alguém recuou.
O chefão franziu a testa. Isto não estava nos seus planos.
“Avancem!”, gritou ele, em tom de comando.
Mas os cães nem se mexeram. Um deles virou lentamente a cabeça na sua direção… e rosnou. Não para a rapariga. Para ele.
A multidão gelou.
E, naquele instante, tornou-se claro que os verdadeiros animais daquela história não eram os que estavam atrás das grades.





