O milionário despediu a babá sem motivo… até que sua filha disse algo que o deixou em choque.
A babá foi mandada embora sem explicação, mas o que a filha do milionário revelou deixou todos boquiabertos. A mala caiu no chão quando ele ouviu as palavras que mudariam tudo.
Beatriz Nunes nunca imaginaria que, depois de três anos cuidando da pequena Maria, seria despedida sem motivo aparente. Juntou suas coisas tentando esconder as lágrimas que não paravam de rolar. Ninguém entendia o que havia acontecido… até que a filha do milionário sussurrou algo no ouvido do pai, e o que ela revelou deixou o empresário completamente arrasado.
O peso da injustiça era mais pesado que qualquer mala. Beatriz desceu os degraus da varanda com os olhos fixos no chão de pedra, contando cada passo como se isso pudesse distraí-la do que acabara de acontecer. Vinte degraus até o portão. Vinte passos para deixar para trás três anos inteiros da sua vida.
O pôr do sol em Sintra tingia as paredes da mansão com tons dourados. Ela lembrou como sempre amou aquela hora do dia, quando a luz entrava pelas janelas do quarto de Maria e as duas inventavam formas nas sombras projetadas no teto. Um pássaro, uma borboleta, uma estrela. Não olhou para trás. Se olhasse, sabia que choraria—e já chorara demais no banheiro de empregada enquanto arrumava suas coisas. Três jeans, cinco blusas, o vestido azul-céu que usara no aniversário de quatro anos de Maria, a escova de cabelo que a menina adorava usar para pentear sua boneca preferida. A escova ela deixou.
Pertencia àquela casa. Àquela vida que já não era mais dela.
O motorista esperava ao lado do carro preto, com a porta já aberta. O Sr. Jorge era homem de poucas palavras, mas o olhar que dirigiu a Beatriz dizia tudo. Ele também não entendia. Ninguém entendia. E talvez fosse melhor assim, porque se alguém perguntasse o motivo, ela não saberia responder.
João Mendonça simplesmente a chamou em seu escritório naquela manhã e disse, com a voz plana de quem lê um relatório de negócios, que seus serviços não eram mais necessários. Sem explicação. Sem aviso. Sem sequer olhá-la nos olhos enquanto falava.
Beatriz entrou no carro e encostou a testa no vidro frio da janela. A mansão foi ficando pequena no retrovisor, e com ela, tudo o que ela construíra nos últimos três anos. Chegara ali com 26 anos, recém-formada em pedagogia, sem experiência além de cuidar dos sobrinhos nas férias. A agência de empregos a enviou quase por acaso—um substituto temporário que se tornou permanente quando Maria, então com apenas dois anos, se recusou a dormir com qualquer outra pessoa que não fosse ela.
Maria tinha esse dom de escolher as pessoas. De olhar alguém e decidir, com a certeza absoluta que só as crianças têm, se aquela pessoa merecia ou não seu carinho. E Maria escolheu Beatriz no primeiro dia, quando a babá anterior, uma senhora experiente de 55 anos, não conseguiu fazê-la parar de chorar.
Beatriz simplesmente sentou no chão do quarto, pegou um livro de ilustrações e começou a inventar vozes diferentes para cada personagem. A menina parou de chorar. Olhou para ela com aqueles olhos grandes e castanhos, tão parecidos com os do pai, e estendeu os bracinhos pedindo colo.
Daquele dia em diante, foram inseparáveis.
O carro passou pela praça central de Sintra, com suas casinhas coloridas e a fonte onde Beatriz levava Maria para ver os pombos se banharem nas tardes quentes. A menina adorava jogar migalhas de pão e rir quando as aves brigavam pelo pedaço maior. Às vezes, João aparecia de surpresa, escapando de alguma reunião, e os três se sentavam no banco de ferro comendo gelado de baunilha com doce de ovos. Eram momentos raros, mas preciosos. Momentos em que o empresário parecia esquecer números e reuniões e simplesmente existia ali, presente, com a filha e a babá que cuidava dela.
Beatriz fechou os olhos e deixou as lágrimas rolarem em silêncio. Não eram lágrimas de raiva—embora tivesse todo direito de sentir raiva. Eram lágrimas de saudade antecipada, de um luto que começava antes mesmo da ausência se concretizar. Ela ia sentir falta do cheiro do amaciante que Dona Isabel usava nos lençóis, do café coado que o Sr. Jorge preparava todas as manhãs, “forte como café deve ser”. Da risada de Maria ecoando pelos corredores quando brincavam de esconde-esconde.
Iria sentir falta—embora não devesse—da presença silenciosa de João nos jantares, quando ele chegava tarde e encontrava as duas de pijama assistindo desenhos na sala. Ele sempre parava na porta, observando por alguns segundos antes de anunciar sua presença. E Beatriz sempre fingia não perceber, embora seu coração acelerasse toda vez que sentia aquele olhar sobre ela.
Isso era errado. Ela sabia. Uma babá não deveria sentir nada além de profissionalismo por seu empregador. Mas sentimentos não pedem licença para existir. E, nos últimos meses, Beatriz travava uma batalha silenciosa contra algo que crescia dentro dela sem convite.
Talvez por isso a demissão doesse tanto. Não era só o emprego. Era a proximidade. Era poder estar perto dele, mesmo que de longe. Era fazer parte deEra saber que, mesmo sem dizer nada, seu coração já havia escolhido ficar para sempre.





