O herdeiro desafiado a escolher uma nova mãe… mas ele surpreendeu todos!4 min de lectura

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Às oito da manhã, Ana Santos limpava a mesa de vidro da sala quando viu cinco carros de luxo chegarem à porta. Após quatro meses trabalhando na mansão dos Almeida, percebeu que aquele dia seria diferente.

Lá em cima, Pedro Almeida apontou pela janela para o filho, Lucas, de oito anos.

“Filho, as cinco mulheres de quem falamos chegaram. Ficarão conosco trinta dias.”

Lucas observou as mulheres elegantes saírem dos carros.

“E no final eu tenho que escolher uma para ser minha nova mãe, é isso, pai?”

“Exatamente. Todas são cultas e vêm de famílias influentes. Tenho certeza de que você vai gostar delas.”

“E se eu não gostar de nenhuma?”

“Você vai gostar. Elas podem te dar uma excelente educação e levar você pelo mundo.”

De repente, o som de vidro quebrando ecoou pela casa, seguido por uma voz irritada.

“Empregada inútil! Quebrou o meu cristal importado!”

Pedro e Lucas trocaram olhares surpresos.

“O que foi isso?” perguntou Lucas.

“Não sei. Vamos ver.”

Desceram as escadas e encontraram Ana ajoelhada, juntando os cacos de vidro, com o dedo sangrando. Ao lado dela, uma morena alta cruzava os braços.

“Aquele cristal veio da Boêmia. Custou mais do que ela ganha em um ano.”

“Foi um acidente,” sussurrou Ana, olhando para o chão.

“Acidente?” a mulher riu com desdém. “Pessoas como você não deviam tocar em coisas valiosas.”

“Com licença,” Pedro interveio com firmeza. “Qual é o problema?”

A morena virou-se com um sorriso forçado. “Pedro, eu sou Sofia Mendes. Acabei de chegar e sua empregada quebrou meu cristal.”

As outras quatro mulheres se aproximaram, observando Ana no chão.

“Que situação desconfortável,” disse uma loira magra.

“Eu sou Beatriz Lopes,” acrescentou, friamente.

“Acidentes acontecem,” Pedro tentou acalmar a situação.

“Mas só acontecem com gente sem refinamento,” Beatriz disse, olhando para Ana. “Pessoas de classe sabem se portar.”

Lucas passou pelo pai e correu até Ana.

“Ana, você está machucada?”

Ela ergueu o rosto, forçando um sorriso.

“É nada, meu amor. Só um arranhão.”

Sofia franziu os olhos. “Que intimidade estranha.”

Pedro interveio novamente. “Já que estão todas aqui, vamos esclarecer. Esta é Ana, nossa funcionária. E vocês são as candidatas.”

As mulheres se apresentaram com orgulho: Sofia, de uma família aristocrática do Porto; Beatriz, modelo e influencer que morou em Milão; Carolina Rocha, advogada corporativa; Dra. Inês Tavares, dermatologista com clínica própria; e Matilde Duarte, arquiteta.

Durante todo o tempo, trataram Ana como se ela fosse invisível.

“Elas ficarão aqui trinta dias,” Pedro explicou. “No final, Lucas decidirá com quem quero me casar.”

“E a empregada?” Sofia perguntou.

“Ela fica,” Pedro respondeu. “Ana trabalha aqui há meses.”

Beatriz trocou um olhar com Carolina. “Só esperamos que ela entenda o lugar dela.”

Lucas pegou a mão de Ana. “Ana, vem ver o desenho que fiz!”

“Primeiro ela precisa limpar a bagunça que fez,” Inês cortou.

“Está bem,” Ana disse baixinho. “Depois eu vou.”

Sofia observou atentamente. “Interessante.”

Naquela tarde, as cinco mulheres se reuniram no jardim, comparando presentes: tablets, viagens de luxo, colégios de elite, reformas no quarto. Lucas apareceu, agradecendo educadamente, mas sem entusiasmo.

Depois, Ana chegou com sumo e biscoitos de canela. O rosto de Lucas iluminou-se.

“Foi você que fez?”

“Fiz sim. E trouxe papel para origami.”

As mulheres observaram em silêncio, o desconforto delas evidente.

Naquela noite, reuniram-se novamente.

“Essa situação com a empregada é inaceitável,” Sofia sussurrou.

“O menino está muito apegado,” concordou Matilde.

“É inadequado,” Carolina disse.

“Ele precisa aprender hierarquia,” Inês completou.

“E ela precisa de uma lição,” Sofia concluiu.

Enquanto isso, Pedro não podia ignorar a mudança no filho. Lucas voltou a rir, a comer e a viver.

Mais tarde, Lucas mostrou-lhe um pássaro de origami.

“Ela é paciente,” disse. “Nunca grita.”

“Gostou das mulheres?” Pedro perguntou.

“São bonitas… mas a Ana é melhor.”

“Por quê?”

“Porque ela é verdadeira.”

“Você vai mandá-la embora?” Lucas perguntou, ansioso.

“Não,” Pedro prometeu. “Ela fica.”

O assédio começou dias depois: desastres intencionais, suprimentos escondidos, acusações contra Ana. Pedro instalou câmeras escondidas.

O que viu o encheu de raiva.

Quando Lucas a defendeu, Sofia o ameaçou.

“Se continuar escolhendo ela, terá de decidir.”

“Já decidi,” Lucas respondeu. “Eu escolho a Ana.”

Pedro descobriu falsas acusações e investigações armadas por Sofia.

Na festa final, acreditando que tinham vencido, as mulheres se gabaram, sem saber que estavam sendo gravadas.

Pedro revelou tudo publicamente.

A verdade destruiu-as.

“Essas mulheres tentaram arruinar uma pessoa bondosa porque meu filho a amava,” Pedro disse.

“Eu quero que a Ana seja minha mãe,” Lucas falou baixinho.

Pedro pediu Ana em casamento na frente de todos.

Ela disse sim, com lágrimas nos olhos.

As mulheres fugiram envergonhadas.

Meses depois, Pedro e Ana casaram-se numa cerimônia simples. Lucas chamava-lhe “Mãe.”

Mais tarde, nasceu a filha deles.

Olhando para trás, Ana sussurrou: “Todas as dificuldades me trouxeram até aqui.”

E juntos, provaram que o amor não se define por status, mas por bondade, verdade e coragem.

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