Pai Rico Volta para Casa e Descobre Filho Pedindo Comida aos Vizinhos – O que Aconteceu é Chocante!6 min de lectura

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**Diário Pessoal de Rafael Almeida**

Hoje, a minha vida virou de cabeça para baixo. Encontrei o meu filho, o pequeno Tomás, de 7 anos, na cozinha da nossa vizinha, a dona Ana, a devorar uma sopa como se não comesse há dias. E ele estava mesmo faminto, magro demais, irreconhecível. “Por favor, não conta ao pai que eu vim aqui. Se souber, ela não me deixa mais sair do quarto”, sussurrou o Tomás, desesperado. O que eu descobri sobre a madrasta durante a minha viagem de negócios deixaria qualquer pessoa em estado de choque.

A limusine preta deslizou silenciosamente pelas ruas de pedra de Lisboa, os vidros escuros refletindo o brilho dourado do pôr-do-sol. Rafael Almeida ajustou a gravata italiana enquanto revisava os últimos relatórios da sua empresa tecnológica no tablet. Três semanas em Singapura, fechando o contrato mais importante da sua carreira, valeram a pena, mas agora só queria chegar a casa e abraçar o Tomás.

“Sr. Rafael, chegamos em cinco minutos”, murmurou o António, o seu motorista de confiança, que trabalhava para a família há anos. “Obrigado, António. Alguma novidade de casa enquanto estive fora?”, perguntou, guardando o tablet na mala de couro. O António hesitou, os olhos encontrando os de Rafael no retrovisor. “Tudo tranquilo, patrão. A Dona Mariana tem estado ocupada com os seus eventos de caridade.” Algo no tom de voz fez Rafael franzir a testa.

Mas antes que pudesse perguntar mais, a limusine parou em frente à imponente mansão de estilo clássico em Cascais. As paredes de pedra brilhavam sob as luzes do jardim, e o som das fontes ecoava suavemente. Rafael respirou fundo, sentindo o aroma familiar das oliveiras que cercavam a entrada. “O Tomás estará acordado?”, perguntou, olhando para o relógio. “São só sete da noite, patrão, crianças da idade dele…” O António não terminou. Os seus olhos fixaram-se na casa ao lado, onde moravam os Sousa, uma família simpática que sempre fora boa vizinha.

Rafael seguiu o olhar do motorista e sentiu o ar faltar-lhe. Lá estava o Tomás. O seu pequeno, com o cabelo castanho desalinhado e os olhos verdes tão parecidos com os seus, sentado no alpendre ao lado da Dona Ana. Mas não foi a localização que o paralisou, mas sim o estado do menino. O Tomás usava uma camisola larga, demasiado grande para o seu corpo agora visivelmente mais magro, e segurava uma tigela de sopa com uma urgência que fez o estômago de Rafael revirar.

“Meu Deus”, murmurou Rafael, saindo da limusine antes que o António pudesse abrir a porta. A Dona Ana, uma senhora afável de cabelo grisalho apanhado num rabo de cavalo, levantou os olhos ao ouvir os passos apressados. A sua expressão mudou imediatamente de carinho maternal para preocupação.

“Sr. Rafael”, disse ela, levantando-se rapidamente. “Não sabíamos que tinha regressado.” O Tomás ergueu a cabeça ao ouvir a voz do pai. Os olhos dele, que costumavam brilhar com a alegria típica de uma criança, agora mostravam uma mistura de alívio e algo que Rafael não conseguiu identificar. “Vergonha… medo…”, murmurou o Tomás, tentando esconder a tigela atrás das costas.

Rafael ajoelhou-se à frente do filho, os sapatos a roçar os azulejos do pórtico. Com mãos trémulas, pegou no rosto do Tomás. A pele do menino estava mais fria que o normal, e as bochechas, antes rechonchudas, agora mostravam os ossos do rosto de uma forma nada natural para uma criança de sete anos.

“Meu menino, o que estás a fazer aqui? Onde está a Mariana?”, perguntou, a voz carregada de confusão e crescente alarme. A Dona Ana tossiu, olhando nervosamente para a mansão dos Almeida. “Sr. Rafael, o menino veio há umas horas. Estava com fome.”

“Fome?” A palavra saiu como um rugido abafado. “O que quer dizer com fome?” O Tomás baixou a cabeça, os dedos a brincar com a margem da camisola. “A tia Mariana disse que não havia comida para o jantar, que eu tinha de esperar até amanhã.”

O mundo de Rafael girou. A “tia Mariana”, como ensinaram o Tomás a chamar à madrasta, era quem devia cuidar dele durante as viagens de negócios. A mulher que conquistou o seu coração há dois anos com a sua beleza refinada e aparente devoção ao Tomás.

“Há quanto tempo não comes, filho?”, perguntou, a voz quase inaudível. O Tomás olhou para a Dona Ana, como se pedisse permissão para falar. Ela assentiu com gentileza, acariciando a cabeça do menino.

“Desde ontem de manhã”, sussurrou o Tomás. “Ela só me deu um pouco de água e disse para ficar no meu quarto.”

Vinte e quatro horas. O seu filho passara um dia inteiro sem comer numa casa onde o frigorífico estava sempre cheio, onde a despensa tinha provisões para alimentar uma dúzia de pessoas.

“Dona Ana”, disse Rafael, levantando-se, “já viu isto antes?” A vizinha trocou um olhar com o marido, o Sr. Sousa, que acabara de aparecer à porta. “Sr. Rafael”, começou o Sr. Sousa, com voz calma, “não queríamos intrometer-nos, mas o Tomás tem vindo cá várias vezes nas últimas semanas.”

“Várias vezes?” Rafael sentiu as pernas fraquejarem.

“Sempre com fome”, acrescentou a Dona Ana suavemente. “E sempre quando a Dona Mariana saía para os seus eventos sociais.”

Rafael olhou para a mansão, onde as janelas do primeiro andar brilhavam com luz quente. Em algum lugar ali dentro estava a Mariana, provavelmente a preparar-se para mais um jantar de caridade, enquanto o seu filho mendigava comida aos vizinhos.

“Tomás”, disse Rafael, virando-se para o menino, “termina de comer. Depois vamos a um sítio onde possamos falar em paz.” O menino assentiu, levando a tigela aos lábios. Rafael notou então o conteúdo: um caldo de galinha caseiro, com legumes e arroz. Comida simples, mas nutritiva, exatamente o que uma criança precisava. O Tomás bebia o caldo com a desesperança de quem não sabia quando seria a próxima refeição.

“Dona Ana, Sr. Sousa”, disse Rafael, tirando a carteira, “não sei como agradecer.”

“Não precisamos de dinheiro, Sr. Rafael”, recusou a Dona Ana firmemente. “Só queremos saber que este menino está seguro.”

Rafael guardou a carteira, percebendo a mensagem. Os vizinhos não só tinham alimentado o Tomás, como testemunharam algo que ele, absorvido pelos negócios, ignorara completamente.

“Posso perguntar… notaram mais alguma coisa? Comportamentos estranhos da Mariana com o Tomás?”

Os Sousa trocaram outro olhar significativo. Finalmente, o Sr. Sousa falou: “Sr. Rafael, com todo o respeito, essa mulher muda completamente quando o senhor não está. Já a vimos a gritar com o menino no jardim, a trancá-lo quando as amigas dela vêm cá. Uma vez”, acrescentou a Dona Ana em voz baixa, “vimo-lo parado à janela do quarto durante horas, como se estivesse de castigo. Era um sábado de manhã. Crianças deviam estar jogando, não trancadas.”

Rafael sentiu cada palavra como uma facada. Como foraFinalmente, Rafael abraçou o Tomás com força, prometendo nunca mais deixá-lo sofrer em silêncio, e naquele momento soube que, apesar de todos os erros do passado, o futuro deles seria construído sobre amor, proteção e verdade.

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