Rico Perde Tudo – Até Que o Filho da Empregada Fez o Impensável…6 min de lectura

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O ecrã do computador piscou vermelho enquanto mais 5 milhões de euros desapareciam da conta. Eduardo Mendes, um dos homens mais ricos de Portugal, assistia em horror enquanto a sua fortuna se esvaía diante dos seus olhos. A sua equipa de elite de especialistas em cibersegurança permanecia imóvel à volta da mesa de reuniões, os dedos a voar sobre os teclados, mas sem resultado. O hacker era demasiado rápido, inteligente e sofisticado.

Em minutos, 3 mil milhões de euros tinham desaparecido no vazio digital. As mãos de Eduardo tremiam quando pegou no telemóvel para chamar a PJ. Foi então que uma voz pequena falou à porta:

— Desculpe, senhor, mas acho que posso ajudar.

Todos se viraram para ver um rapaz negro de 10 anos, de calças gastas e uma t-shirt desbotada. Era Tomás, filho de Leonor, a mulher que limpava o escritório de Eduardo todas as noites. O rapaz segurava um portátil velho, coberto de autocolantes. Os seus olhos fixaram-se nos ecrãs que mostravam o ataque em curso. O chefe de segurança de Eduardo moveu-se para o retirar dali, mas Tomás falou novamente, com voz calma e certeira:

— É um verme polimórfico com máscara de ataque distribuído. Não o conseguem parar porque estão a procurar no lugar errado, mas eu consigo.

A sala ficou em silêncio. Aquele miúdo, o filho da pobre empregada de limpeza, afirmava conseguir fazer o que os melhores hackers do mundo não conseguiam. E quando Tomás se aproximou do computador principal com confiança silenciosa, os dedos a mover-se no teclado mais depressa do que qualquer um já vira, todos perceberam que estavam prestes a testemunhar algo impossível, algo que mudaria tudo.

Mas para entender como chegaram a este momento inacreditável, temos de recuar ao princípio.

Três meses antes, Eduardo Mendes estava sentado no seu escritório no 50.º andar da Torre Mendes, em Lisboa, a rever relatórios financeiros com satisfação. Aos 48 anos, tinha construído as Indústrias Mendes do nada, transformando-as num império tecnológico avaliado em mais de 3 mil milhões de euros. A sua empresa desenvolvia software para bancos, hospitais e governos em todo o mundo. Era respeitado, poderoso e incrivelmente rico. A sua vida era tudo o que sempre sonhara.

Mas Eduardo tinha uma fraqueza que nem ele conhecia: confiava nas pessoas erradas.

O seu diretor de tecnologia, Vasco Ribeiro, trabalhava na empresa há 10 anos. Vasco era brilhante, carismático e completamente leal. Pelo menos, era o que Eduardo pensava. O que ele não sabia era que Vasco andava a vender informações da empresa a concorrentes há anos. E agora, Vasco tinha planos maiores. Planos que envolviam roubar tudo o que Eduardo possuía.

Leonor Silva trabalhava como empregada de limpeza na Torre Mendes há 5 anos. Era uma mãe solteira trabalhadeira, imigrante de Angola, que chegara a Portugal aos 20 anos à procura de uma vida melhor para si e para o filho. Trabalhava no turno da noite, limpando escritórios depois de todos irem embora. O salário não era grande coisa, mas era um trabalho honesto e permitia-lhe estar em casa com Tomás durante o dia, enquanto ele estudava online.

Tomás era diferente de qualquer outra criança que Leonor conhecera. Desde que começara a andar, era atraído por tudo o que tivesse botões ou ecrãs. Aos cinco anos, desmontou a televisão da família para ver como funcionava e, de alguma forma, conseguiu montá-la novamente. Aos sete, ensinava-se a programar com tutoriais gratuitos da biblioteca. Aos nove, construíra o seu próprio computador com peças que encontrava no lixo, atrás de lojas de eletrónica.

Leonor não entendia a obsessão do filho com a tecnologia, mas apoiava-o como podia. Não tinha dinheiro para computadores caros ou aulas, mas garantiu que Tomás tivesse acesso à internet no pequeno apartamento onde viviam. Tirou todos os livros sobre computadores da biblioteca. Incentivou-o, mesmo quando os professores diziam que ele era muito quieto, muito diferente, focado em coisas que não importavam nos testes.

Tomás amava a mãe mais do que tudo. Via o quão duramente ela trabalhava, o quão cansada chegava a casa todas as noites. Sabia que ela limpava escritórios de pessoas ricas para que ele tivesse comida e um teto sobre a cabeça. E sabia que ela estava a ficar doente.

Leonor começara a tossir há alguns meses, uma tosse profunda que não desaparecia. Dizia que era apenas uma constipação, mas Tomás pesquisara os sintomas na internet. Tinha quase a certeza de que era pneumonia, ou algo pior. Mas não tinham seguro de saúde, e as consultas médicas custavam dinheiro que não tinham.

Foi por isso que Tomás começara a levar o seu portátil para a Torre Mendes com a mãe. Enquanto Leonor limpava, ele sentava-se em silêncio em escritórios vazios e trabalhava nos seus projetos. Aprendeu linguagens de programação avançadas sozinho. Estudou cibersegurança, inteligência artificial e sistemas de rede. Absorvia informações como uma esponja, entendendo conceitos complexos com que universitários lutavam.

Às vezes, Tomás notava falhas de segurança nos sistemas da empresa. Escrevia pequenos apontamentos explicando os problemas e deixava-os no carrinho de limpeza da mãe, na esperança de que alguém os encontrasse e resolvesse. Nunca assinava. Apenas queria ajudar.

Eduardo Mendes nunca tinha conhecido Leonor ou Tomás pessoalmente. Apesar de Leonor limpar o seu escritório todas as noites há 5 anos, para Eduardo, os funcionários da limpeza eram invisíveis. Mal notava quando entravam e saíam. Certamente, nunca pensara nas suas vidas, nas suas lutas ou nos seus filhos.

Mas isso estava prestes a mudar, da forma mais dramática possível.

Tudo começou numa terça-feira à tarde. Eduardo estava numa reunião com a sua equipa executiva quando o ecrã do computador escureceu subitamente. Depois, apareceu um texto vermelho:

**”Tenho tudo. Pague 10 milhões de euros em Bitcoin dentro de uma hora ou perca tudo.”**

Eduardo chamou imediatamente a equipa de cibersegurança. Eles correram para o seu escritório e começaram a analisar o ataque. O que descobriram aterrorizou-os. Alguém plantara um malware sofisticado nos sistemas das Indústrias Mendes. Não era um vírus simples. Era uma arma cuidadosamente concebida que estivera escondida na rede durante meses, mapeando tudo, aprendendo todas as medidas de segurança, à espera do momento perfeito para atacar.

O malware tinha acesso a tudo: contas bancárias, dados de clientes, segredos comerciais, informações pessoais. Tudo o que tornava as Indústrias Mendes valiosas estava agora nas mãos de um criminoso que queria 10 milhões para as devolver.

— Temos de pagar — Vasco Ribeiro disse imediatamente. — Não podemos arriscar perder tudo.

Mas Eduardo não era do tipo que cedesse a extorsões.

— Não. Encontrem o hacker e parem isto.

A equipa trabalhou freneticamente, tentando todas as ferramentas e técnicas que conheciam. Mas quem quer que tivesse desenhado este ataque estava sempre três passos à frente. Sempre que pensavam ter encontrado uma solução, o malware adaptava-se e evoluía. AprendeE enquanto Tomás pressionava a tecla final com dedos trémulos, o silêncio que caiu sobre a sala carregava o peso de uma verdade inegável—o mundo nunca mais seria o mesmo.

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