O Bebê Rico Não Comia Nada Até Que a Cozinheira Fez Isso7 min de lectura

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O bebê do milionário não comia nada até a empregada pobre cozinhar isto. “Sr. Albuquerque, se seu filho não comer nas próximas 24 horas, teremos que hospitalizá-lo e alimentá-lo por sonda.” As palavras do Dr. Fernandes ecoaram como uma sentença de morte nos ouvidos de Eduardo Albuquerque.

O homem mais poderoso da indústria hoteleira em Portugal, dono de uma fortuna de mais de 300 milhões de euros, sentia-se completamente impotente diante da recusa do bebê de 18 meses em aceitar qualquer alimento. Eduardo observava através do vidro do quarto infantil enquanto o pequeno Tomás chorava inconsolavelmente nos braços da enfermeira Matilde, a quinta especialista em nutrição infantil contratada nos últimos dois meses.

Sobre a mesinha de mogno importado estavam os purés orgânicos importados da França, as papinhas preparadas pelo chef do restaurante mais exclusivo de Cascais, até as mamadeiras com as fórmulas mais caras do mercado. Nada. O menino recusava tudo. Tinham se passado seis meses desde aquela noite chuvosa de abril quando Sofia, sua esposa, perdera a vida num trágico acidente na autoestrada. Seis meses em que a luz se apagou não só nos olhos de Eduardo, mas também nos do pequeno Tomás.

O bebê começara a recusar comida gradualmente até o ponto em que seus lábios se negavam a abrir para qualquer colher que se aproximasse. “Sr. Albuquerque, tentei tudo que está ao meu alcance”, disse a enfermeira Matilde ao sair do quarto com o rosto pálido de frustração. “O menino simplesmente não quer comer, nem mesmo os biscoitos que normalmente encantam bebês da idade dele.”

Eduardo passou a mão pelos cabelos perfeitamente penteados, desarrumando a imagem impecável que sua vida pública exigia. Seus olhos escuros, que intimidavam empresários em reuniões, agora só refletiam desespero. “Quanto ele perdeu?”, perguntou com voz rouca. “Quase 2 kg no último mês, senhor. Seu peso está abaixo do mínimo para a idade.” Se continuar assim… A enfermeira não terminou a frase. Não era necessário.

Nesse momento, os saltos altos ecoaram no mármore do corredor. Apareceu das sombras Dona Leonor Albuquerque de Vasconcelos, mãe de Eduardo, uma mulher de 62 anos cujo rosto fora esculpido pelos melhores cirurgiões plásticos de Lisboa. Vestia um terninho Chanel cor pérola e um colar de pérolas que pertencera à sua avó.

“Eduardo, isto é ridículo”, declarou Leonor com sua voz autoritária. “Essa criança precisa de mão firme, não dessas bobagens de enfermeiras e especialistas. No meu tempo, crianças comiam o que lhes era posto à frente ou ficavam com fome.”

“Mãe, por favor, não agora”, suplicou Eduardo esfregando as têmporas onde começava uma enxaqueca. “Falo sério, filho. Você gastou uma fortuna com todos esses especialistas.” E o menino continua igual. Sabe o que Tomás precisa? Precisa de uma mãe, uma mulher de boa família que possa criá-lo adequadamente. A Carolina Azevedo pergunta por você constantemente. Família excelente e ela adoraria ser mãe do Tomás.”

“Chega, mãe!” A voz de Eduardo ecoou pelo corredor, fazendo a enfermeira Matilde se assustar. “Sofia morreu há seis meses. Seis meses e tudo em que você pensa é em substituí-la como se fosse um móvel velho.”

Leonor apertou os lábios em linha fina de desaprovação. “Não estou dizendo para substituí-la, Eduardo, mas essa criança precisa de estabilidade, de uma figura materna e você precisa seguir em frente com sua vida.”

“Minha vida é meu filho”, respondeu Eduardo com firmeza. “E encontrarei um jeito de ajudá-lo, com ou sem sua aprovação.”

Leonor suspirou dramaticamente e virou-se, suas pérolas brilhando sob a luz do lustre. “Você é tão teimoso quanto seu pai. Mas tudo bem, continue desperdiçando seu dinheiro com soluções que não funcionam. Quando essa criança estiver no hospital ligado a tubos, lembre-se que eu avisei.”

As palavras ficaram no ar enquanto ela se afastava. Eduardo entrou no quarto onde Tomás, exausto de tanto chorar, jazia no berço. Suas bochechas, antes gordinhas, agora mostravam os ossos do rosto. Seus olhos castanhos, iguais aos de Sofia, olhavam para ele com uma tristeza que nenhum bebê deveria conhecer.

“Meu pequeno príncipe”, sussurrou Eduardo acariciando suavemente a cabeça do filho. “Por favor, coma algo, qualquer coisa. Seu pai faria qualquer coisa para te ver bem.” Tomás simplesmente fechou os olhos, exausto.

Do outro lado de Lisboa, num pequeno apartamento no bairro da Mouraria, Joana Mendes dobrou cuidadosamente sua única saia apresentável enquanto a irmã mais nova, Rita, a observava da cama que dividiam.

“Tens certeza disso, Joana?”, perguntou Rita, roendo uma unha. “Dizem que os ricos são muito exigentes e tu nunca trabalhaste numa casa daquela.”

Joana, de 28 anos, sorriu com aquela calma que só a fé e a necessidade combinadas podem dar. Seu rosto moreno mostrava os traços herdados da sua avó alentejana e seus olhos escuros brilhavam com determinação.

“Rita, estamos há três meses em Lisboa e mal conseguimos pagar o aluguel. A mãe precisa dos remédios na aldeia e tu precisas terminar a escola. Esta oportunidade na casa dos Albuquerque paga o triplo do que eu ganhava limpando escritórios.”

“Mas dizem que a Dona Leonor é uma bruxa”, insistiu Rita. “A Maria que vende pastéis na esquina disse que a prima trabalhou lá e foi despedida em duas semanas por quebrar uma chávena.”

Joana colocou a saia na mala de tecido. “Então terei cuidado para não quebrar nenhuma chávena”, respondeu com humor. “Além disso, precisamos desse dinheiro. Não podemos nos dar ao luxo de ter medo.”

Aproximou-se do pequeno altar onde guardavam a única foto que trouxera da aldeia – sua avó Amélia, com o avental florido e sorriso cheio de sabedoria, em frente ao fogão a lenha. “A avó sempre dizia que Deus protege”, murmurou Joana tocando o vidro da moldura, “e que mãos humildes podem curar mais que dinheiro. Confio nisso.”

“Tomara que tenhas razão, mana.”

No dia seguinte, ao amanhecer, Joana pegou três autocarros diferentes para chegar às colinas de Sintra. Quando o táxi que tomou na última parada parou em frente à mansão Albuquerque, ela teve que conter um grito de surpresa. A residência era um palácio moderno de três andares com janelões enormes, jardins impecáveis e uma fonte de mármore na entrada.

O portão de ferro forjado brilhava sob o sol da manhã. “Tem certeza que é aqui, menina?”, perguntou o taxista pelo retrovisor com evidente curiosidade.

Joana acenou, pagou com as últimas notas que tinha e respirou fundo antes de tocar a campainha da entrada de serviço. A porta foi aberta por uma mulher robusta de uns 50 anos, expressão séria e avental impecável.

“Joana Mendes?”, perguntou sem cerimônia. “Sim, senhora. Vim para a vaga de empregada doméstica.”

“Sou a Dona Adelaide, a governanta. Chegaste atrasada. O horário era às 7h. São 7h20.”

“Peço desculpa, Dona Adelaide. Os autocarros…”

“Aqui não há desculpas”, interrompeu a governanta. “Os senhores Albuquerque exigem pontualidade. Mas já que estás aqui, entra. Mostrarei tuas obrigações.”

Joana entrou num mundo completamente diferente do seu. Os pisos de mármore brilhavam como espelhos. Os lustres de cristal pendiam de tetos altíJoana segurou o pequeno Tomás nos braços e pela primeira vez em meses, enquanto o bebê comia colheradas do caldo simples que ela preparara com as mãos, sentiu que finalmente havia encontrado seu lugar no mundo.

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